Era ela, era ela que se encontrava encostada a uma daquelas quatro paredes velhas e extremamente podres. A sua roupa era velha e esburacada, parecia ter acabado de sair de uma lixeira. Sem saber onde estava, apenas sentido o frio que por entre as suas roupas passara, gritou « ajudem-me! ». Todos que os que a ouviram, olharam, mas nem mesmo sabendo as suas condições e o que se passara, a ajudaram.... Deixaram-na ali, só por ter roupas inferiores as suas e uma mente, por alguns motivos, menos desenvolvida. Ela continuava ali encostada, sem ninguém se preocupar. Eles olhavam, olhavam, e em vez de a ajudarem, preferiam deixa-la ali, sozinha só por ter roupas inferiores, pensamentos menos desenvolvidos, uma capacidade de compreensão menor, mas provavelmente, nunca lhes passou pela cabeça que ela poderia não ser uma simples miúda encostada a uma parede, mas alguém com problemas e, como se não bastasse, sem forma de os resolver. Passaram-se dias, semanas, meses, anos... Todos os dias a pobre miúda continuava ali, e eles, como habitualmente, gozavam-na e humilhavam-na. Digamos que ela era uma distração, um boneco com quem eles poderiam brincar sempre que lhes aptece-se, até que um dia, deparando-se com a sua falta, oralham-se espantadamente e foi nesse preciso momento que ela, com roupas novas, cara lavada, cabelo penteado, dentes escovado, lhes disse « se um dia eu vos pedi ajuda e voces preferiam gozar-me e humilhar-me, esse dia transformado em semanas, meses e anos, terminou. Eu não sou aquele boneco com quem qualquer pessoa faz o que lhe aptecer, sou uma miúda. Não, não sou normal, mas em vez de me questionarem sobre qual o meu problema, decidiram julgar-me apenas pela minha maneira de vestir, mas alguma vez vos passou pela cabeça que eu posso não ter o vossos dinheiro para comprar essas roupas que fariam de mim uma pessoa como voces?! Já se deram ao trabalho de se colocar na minha posição e em vez de comprarem 1€ de pastilhas, doarem-no para os mais necessitados?! Sinceramente, fico sem percebber qual será a mente menos desenvolvida: se a minha, se a vossa... » E virando as costas, deixou toda a gente que um dia a humilhou, de boca aberta e por mais arrependidos que eles tivessem ficado, o mal estava feito, não havia mais nada que pudessem fazer.
quarta-feira, 7 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
my life is over
É com imensa pensa, que hoje, posso concluir que na vida tudo acaba. Não é que não tenha descoberto mais cedo, mas custa ter a prova daquilo que mesmo sabendo que é verdade, não queremos acreditar. Hoje, as pessoas poderiam andar com os pés nas peredes, podiam agredir-se como se não houvesse amanhã, podiam ter todos a sua primeira negativa num teste, podia ter acontecido tudo, menos o que aconteceu. Foi pior que passar uma semana sem dormir, foi o fim-do-mundo, o fim do meu mundo, aquele que eu designava como " nosso mundo para sempre ♥ ". E agora, como será daqui a frente?! Será.. Será.. Será.. Na verdade não será, porque foi o fim de todas as histórias mal contadas.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
o fim de um mal começo
E quando a onda chegar, eu serei a primeira a embarcar. Infelizmente, nunca ninguém disse que a vida era fácil e que se conseguiam grandes coisas com pequenos esforços, mas na verdade, também nunca ninguém disse que as coisas poderiam ser tão dolorosas. Sinceramente, só me consigo visionar no meio de mil e uma questões às quais não sei responder. Na minha cabeça, tudo se transformou numa gigantesca nuvem cinzenta prestes a rebentar e eu, sem querer que isso aconteça, tento afastar o meu pensamento e quanto mais penso que está a funcionar, é quando mais me dá a sensação de que vai mesmo rebentar. Não compreendo e cada vez que tenho oportunidade, só pergunto o porque... O porque de a felicidade não me ter escolhido a mim...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Ñãõ é õ fîm dô mûndõ
Lá fora estava escuro, borriçava constantemente, até diziam que a chuva era de "molha parvos". Cá dentro o ambiente estava pesado, haviam gritos por todo o lado e atrás desses gritos, vinha medo, fúria, exaltação. Baixei a cabeça, agarrando-a com as duas mãos. De seguida, fechei os olhos e tentei afastar o meu pensamento, mas nele só passavam gritos de horror, cada vez mais altos. Era como se o mundo fosse acabar naquele preciso momento e estivessem todos a exprimir o que deixaram por exprimir. Até eu começava a ficar com medo, não deles, mas dos seus gritos. Só me apetecia levantar-me daquela cadeira na qual permanecia sentada já à alguns minutos e começar também a gritar, mas não era um grito qualquer, era um grito definitivo. Um grito que os fizesse entender que não era o fim do mundo, era apenas um contra-tempo e sobretudo, que ainda têm muito para viver, para descobrir, para fazer, para sentir.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Nunca mais voltaras a ser o mesmo para mim...
Não sei, não consigo compreender. Explica-me. Porque? Como? Continuo a não acreditar. Não consigo, não quero. Foi difícil, custou-me muito, sobretudo sabendo que eras tu. Como foste capaz? Como é que tives-te coragem? Foi doloroso e eu nem sequer consegui responder. Desculpa, mas as tuas palavras mexeram imenso comigo e eu preferi retirar-me calmamente, mas assim que me encontrei sozinha, as lágrimas invadiram-me a cara e eu não consegui conte-las, até que me olhei ao espelho e ele me disse que não deveria estragar o meu belo sorriso e a minha força de viver por palavras que disses-te sem te aperceberes da gravidade, pois se soubesses, estavas caladinho, bem caladinho. Como se isso não bastasse, minutos depois estavas a agir como se nada tivesse acontecido, como se aquelas palavras não tivessem significado nada para mim. Achavas mesmo que eu me esquecia das palavras que marcaram e marcarão a minha vida para sempre?! Achas? Não aches, pois estas redondamente enganado. Magoas-te-me, magoas-te-me muito. Eu sei que és uma óptimo pessoa e que o que disses-te foi simplesmente sem intenção, mas como eu não penso da mesma maneira, nunca mais voltarás a ser o mesmo para mim. Desculpa, adoro-te.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Hey, finalmente as aulas se acabaram e eu estava consciente que iria ter mais saudades tuas do que nunca. Tinha plena consciência que iria ser um dia atarefado e nem sequer iria ter tempo para me preocupar com a distância que nos separaria. Estava consciente de que era um óptimo dia para colocar um grande ponto final no fim no primeiro período e construir um segundo mil vezes melhor. Nem fazia eu a ideia da quantidade de vezes que iria estar contigo, passar por ti, falar contigo, tocar-te, beijar-te, agarrar-te, impedir-te de saíres. Estava finalmente consciente que estas férias seriam para te tirar da minha cabeça, mas impossível que pareça, foi exactamente o contrario que aconteceu. Eu espero para te cumprimentar de manhã, tenho uma manhã muito atarefada e quando as tarefas finalmente se encontram literalmente realizadas, apareces-me lá tu, com o sorrisinho maroto que me deixa mais nervosa do que nunca. Apareces lá tu como se o mundo girasse a nossa volta e apenas estivesse lá e tu. Fazes-me acreditar que nunca é demais um palavra para ti, que nunca é demais lutar, para que quando te confronto com isso, me dizeres que não vale a pena. A sério, homem, decide-te. Não suporto mais este aperto no coração de quem te quer abraçar, beijar, agarrar e nunca mais largar. Não suporto mais esse teu olhar apaixonado que me magoa literalmente o coração. Não te suporto. Deixas-me confusa. Deixas-me fora de mim. Deixas-me como se o mundo girasse a nossa volta, só a nossa volta, mas entretanto fazes-me perceber que existem barreiras e neste momento, existe uma bastante forte. Adiante disse, a manhã parece estar a acabar e o tempo parece mais escasso do nunca. Eu corro, mas não te encontro, queria mesmo despedir-me de ti, até que correr ainda mais foi a minha solução. Foi óptimo e eu adorei, mas sinceramente, o que queres tu? Queres que te implore por um beijo de «Boas Férias e Bom Ano Novo»?! Queres dar-me esperanças de manhã e a tarde dizeres exactamente o contrário?! Sejam quais forem as tuas respostas, eu vou estar aqui para ti, pois eu adoro-te ... como nunca adorei ninguém ♥
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O fim do mundo
Estava eu deitada naqueles bancos escuros de autocarro a ouvir a minha música diária quando me apercebo que está a anoitecer, mas que aquela hora ainda é bastante cedo para isso acontecer. O autocarro parecia nunca mais chegar ao seu destino, eu, cansada das aulas e decepcionada comigo, por motivos de testes, peguei no mp4 e aumentei o volume da música, distraí os meus pensamentos e tentei adormecer, mas os vidros começavam a ficar baços, as cortinas verdes já me pareciam cinzentas, estava um total silêncio. Lá fora via uma grande nuvem cinzenta a cobrir todo o bonito e azul céu, começava a assustar-me e quanto mais o autocarro andava, mais escuro ficava. Mil pensamentos me passaram pela cabeça, até filmes eu comecei a imaginar, aquilo só me parecia .... O fim do mundo!
sábado, 10 de dezembro de 2011
Serás sempre o menino daquela noite ♥
Owww, eras tu, eras tu que trocas-te aqueles olhares perfeitos comigo, naquela fria noite de verão. Eras tu que calçavas uns timberland escuros e eras portador de uma swet escura com uma mini caneca no bolso. Eras tu que estavas lá, fazendo-me olhares como nunca ninguém tivera feito antes. Foste tu, foste tu que me fizes-te acreditar no "amor à primeira vista". Foste tu... Foste tu que me deixou a sonhar noites seguidas com o dia em que te ia encontrar e corria para os teus braços que me acolhiam, me agarravam e jamais me deixariam partir. Só sonhava com o próximo ano, o ano em que ali, no mesmo lugar, te esperava ver. Felizmente, esse trauma por ti passou e eu consegui ter a minha primeira noite de sono sossegada, até que já nem me lembrava de ti e num belo dia de Inverno, portadora de um gripe, entrei no facebook e decidi entrar num facebook cuja fotografia me parecia interessante e para meu espanto, quem se encontrava nela, sabes? Eras tu, pois, eras mesmo tu e não imaginas o espanto com que eu fiquei, o sorriso de orelha a orelha que nunca mais me largou. Foste, és e serás sempre o menino daquela noite, o menino dos meus sonhos, o meu grande amor.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Amigas assim quem é que quer?
Hoje é domingo e eu fui às compras. Comprei um casaco lindíssimo cheio de peles, umas calças para combinar com a camisola que comprei na semana passada, quando fui sair com os meus primos e comprei ainda aquele gorro que agora se usa imenso. Chego a casa e experimento milhares de vezes o que comprei, até que quando dou por mim, está na hora de ir para a cama, porque no dia seguinte é dia de aulas. A noite passou e é segunda-feira. Espero que todas elas se reunião para contar as novidades do fim-de-semana e as coisas lindíssimas que comprei. Uma está a olhar para a tinta verde da parede, a outra está ao telefone com o namorado, outras duas estão a falar dos trabalhos de casa. E eu, sentindo que estou a falar para ninguém, começo a baixar o tom de voz. Uma delas me pergunta: "então, já acabas-te?". Eu respondo: "não, mas como vocês não estavam a prestar muita atenção, eu calei-me." Novamente ela me responde: "fala, fala, nós estávamos a ouvir..". Eu continuo a historia do meu emocionante fim-de-semana e quando acabado, está na hora de ir para a aula. Durante a aula, eu pergunto se gostaram das coisas que eu comprei e todas respondem que adoraram, mas que tenho um gosto um pouco esquisito, mesmo sem terem ouvido a minha história para elas. Na terça-feira, levo o gorro novo e elas dizem: "uau, que gorro tão giro, é novo, não é?!". Eu: "sim, foi do que vos falei ontem". Elas: "ahhhhh..." E é assim a semana toda, até que chego a sábado e quando acordo, fico na cama a pensar: "mas que raio de semana foi esta? Que raio de amigas são estas?"
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
E é assim que eu me encontro
Isto é o que acontece quando, nesta altura do ano...:
... em vez de andarmos assim, ...:
... em vez de andarmos assim, ...:
... andamos assim.:
Sou livre de ação
Basta. Já chega. Não consigo suportar. Não consigo entender, olhar, falar, avançar. Não consigo suportar esses teus olhares matadores de quem quer, consegue e não tem. Não consigo entender o verdadeiro significado do que é o amor para ti, porque o verdadeiro amor, não é ir para a cama com ele e ficar feliz porque pode responder a questionários enviados por pessoas do sexo oposto, dizendo que já não é virgem, que já teve inúmeras experiências, que tem muita maturidade, que é muito boa aluna. Mas, esquece-se que não é superior, que não é dona do mundo, que não é Deus, não é ninguém para além de um simples miúda com ... mania e experiências que qualquer pessoa pode ter. Não consigo dirigir-te um olhar direito, sem pensar no quão estúpida foste comigo. Não consigo falar contigo, nem que seja para te dizer um simples «olá» ou até para tentar esclarecer esta situação. Não consigo avançar, não quero avançar e sempre que te vejo demasiado perto, afasto-me. Não quero ter qualquer contacto com a tua triste pessoa que um dia me iludiu e me fez acreditar que na vida tudo é possível, basta querermos. Foste um grande apoio, uma grande ajuda, uma família, uma irmã, uma amiga como eu não sabia que existia. Foste tudo naquela triste altura da minha vida. Mas e agora? O que aconteceu, para, de um momento para o outro, deixares-me naquela grande poça de lama, sabendo que eu jamais sairia de lá sem ti? O que te passou pela cabeça para me humilhares daquela maneira? És de expressão? Então eu te digo: sou livre de acção. E foi por isso que abandonei todas as pedras que existiam naquela poça de lama e me fui levantando sozinha, devagarinho, para que, se voltasse a cair na mesma, a queda não fosse tão grande. Não, ainda não me encontro nem fora dela nem em pé. Encontro-me de joelhos, preparando-me para dar o último passo e sair a correr, correr atrás de uma nova vida, em que eu me esqueça que tu existis-te na anterior. « xau, miga »
domingo, 27 de novembro de 2011
Verbo amar
Eu amo
Tu amas
Ele ama
Nos amamos
Vos amais
Eles amam
Este é o verbo amar. Verbo muito utilizado diariamente por as mais diversas pessoas, dito com um enorme sorriso de orelha a orelha e seguido de um ♥. A minha pergunta é: será que essas pessoas sabem o seu verdadeiro significado?
sábado, 26 de novembro de 2011
Não é a bem, é a mal
Foi tudo muito de repente e ela não sabia como reagir. Ele acusava-a de coisas que ela tinha perfeita consciência que nunca tivera feito, mas mesmo assim, ele, sem lhe dar permissão para justificações, continuava, até que ela optou por gritar «OUVE-ME!». Ele calou-se e ela falou. Nas suas últimas palavras, mostrava-se decidida a enfrentar o mundo, a provar que era uma rapariga inocente, enquanto que ele derramava longas lágrimas. Ela, com as suas mãos doces e suaves, mas mostrando-se bruta, limpou-lhe as lágrimas e perguntou «Porque? Porque é que me fizes-te chegar a este ponto? Porque é que és assim? Porque? Porque é que não segues a tua vida, deixando-me seguir a minha? Porque é que ainda corres atrás de mim, mesmo que seja para me humilhar? Porque é que brincas com os meus sentimentos? PORQUE?!» Ele, suavemente baixou a cabeça e retirou-se. Ela correu atrás dele, pegou-lhe no braço e disse «Porque vais? Porque foges à realidade? Se era eu a covarde, porque não me enfrentas e mostras ao mundo que tens razão? Em vez disso, vais embora como se não se tivesse passado rigorosamente nada. Olha amigo, agora ficas e esclareces este assun...» Retirando-lhe a vez de falar, ele disse-lhe «Sabes porque? Porque eu te queria mais do que tudo, e tu, em vez disso, preferis-te andar com os outros, deixando-me para trás, neste mundo que eu tinha adotado para nós. Fui eu que inventei tudo, eu não estava em mim, eu só te queria para mim, só queria que fosses minha, como antes... Desc...». Ela « Não me vais pedir desculpa, pois não? Se agora percebes o que é sofrer, percebes o que é ser humilhado, prepara-te, porque isto ainda não é nada!» E retirou-se, dando altas gargalhadas. No dia seguinte, pareciam ter trocado os papéis: ela mostrava-se má, parecia reinar o mundo, enquanto que ele, se escondia para não ter que passar por ela. Passaram-se horas, dias, meses, anos e ele continuava apaixonado por ela, mas sem qualquer contacto. Sem visão, sem número, sem e-mail... Tinha-lhe perdido completamente o rumo, até que um dia completamente chuvoso, ambos decidiram visitar o lugar onde se tiveram conhecido. Óbvio que se encontraram. Ela, espantadissima, disse-lhe « Tu?! Tu aqui? Não conseguis-te seguir com a tua vida, insistindo em mim, mesmo sem qualquer contacto? Não acredito, continuas igual.» Ele «Eu vim aqui, por isso mesmo. Segui com a minha vida, tirei o meu curso, mas não, não te consegui esquecer e uma vez que fiquei sem qualquer contacto contigo, também quero ficar sem poder visitar este lugar que tanta mágoa me trás, por isso, vou planeá-lo e vou destrui-lo. Vou construir aqui um cemitério, para que tenha a certeza que tudo o que era nosso, esteja bem morto!
Subscrever:
Mensagens (Atom)























